sábado, 25 de fevereiro de 2012

RECONSTRUIR


Reconstruir!
Muitas vezes,temos que retornar ao início de algum projeto de vida,o qual, já pensavamos está concretizado, mas que por uma razão ou outra veio a ruir.
Assim como a construção de uma casa,os nossos ideais tem que serem bem delíneados para não sofrerem contra-tempos,sendo alicerçados em terrenos bem seguros evitando a queda ou a degradação prematura.
As mudanças naturais nos servem como estímulo, para seguirmos com sucesso as transformações que ocorrem em nossas vidas,galgando assim novos rumos ao crescimento moral e social.
Por isso,apesar das dificuldades existentes,não nos deixemos abalar e sigamos com passos fortes as construções e reconstruções necessárias em toda nosso vida,nunca nos entregando no primeiro combate, mas seguindo em frente, insistentes e convictos que podemos vencer e atingir a meta desejado.
Reconstruir sempre, desistir nunca, crer em Deus e ele lhe dará o sustento para que prossigas. 

Unidos Somos +

Juntos somos fortes;
E podemos vencer com mais facilidade, as barreiras do caminho.
Juntos somos mais lúcidos;
E podemos melhor pensar, nas melhores medidas a serem tomadas.
Juntos somos quase imbátiveis;

E podemos reunir forças, para os combates da vida.
Juntos somos mais felizes;
Pois, o amor que emana de nosso ser , nos torna mais unidos, e seguimos juntos na mesma direção.
Juntando as forças, nos tornamos mais fortes,lúcidos,imbátiveis e unidos,vivendo assim o verdadeiro altruismo tão citado por Jesus em sua curta passagem entre nós.
Sempre juntos, Sempre fortes.    

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FAMILIA Precisa vencer egoismo e crescer no amor

Família precisa vencer egoísmo e crescer no amor, alerta bispo


Dom João Carlos Petrini é Bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, da CNBB
Numa sociedade que o individualismo tem uma grande força, as realizações, interesses, prazeres e desejos pessoais vêm antes das relações familiares. "A família é vista como estorvo, pois exige sacrifícios, e é jogada fora", salienta o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, da CNBB, Dom João Carlos Petrini. Para o bispo, a família precisa vencer este egoísmo e crescer no amor.
“O grande desafio da família é crescer no verdadeiro amor e para isso é preciso olhar para o modelo da Santíssima Trindade e para Jesus, porque ali se encontra o amor em sua perfeição mais elevada”, destaca.


E qual é a característica do amor na Santíssima Trindade? Dom Petrini explica que na Santíssima Trindade uma Pessoa se doa totalmente a Outra. O Pai se doa ao Filho e o Filho se doa ao Pai e o dom entre eles é o Espírito Santo.

“E por outro lado qual é a característica de Jesus? É o amor que se doa. Ele ama com a paixão de um homem por uma mulher num amor de doação. Assim Ele ama a Igreja, dando Sua vida por ela. A Eucarístia e a Cruz são o ponto alto disso”, destaca Dom Petrini.

Assim, o grande desafio é não ficar numa vivência de amor precária, primitiva, vulnerável, uma maneira de amar típica de um adolescente que diz “eu gosto dessa pessoa e a quero para mim”. A maneira mais madura de amar que vem do exemplo de Jesus, ressalta o bispo, é aquela que diz “eu gosto daquela pessoa e estou disposto a doar a minha vida para a felicidade e o bem dela”.

Para enfrentar este desafio é necessário ter consciência do que é a relação com Cristo, entender o Sacramento do Matrimônio e entender o valor do sacrifício em benefício do outro. Dom Petrini aconselha os casais a participar de movimentos voltados para a família, pois a troca de experiência com outras famílias pode ajudar a entender os desafios do cotidiano e como lidar com as situações específicas de cada família.


Sexo como expressão de amor

Numa cultura do sexo livre, o sexo não é mais valorizado e compreendido como expressão do amor. O bispo salienta que é importante nunca isolar um aspecto da vida, o sexo faz parte de todo entendimento humano.

“Se você isola a sexualidade da totalidade da pessoa, da sua busca por um felicidade permanente, na capacidade de ser responsável diante dos outros, do respeito, etc, aquela sexualidade isolada se torna algo mais pobre, é dizer que ela é um instrumento só para conseguir prazer”, destaca.

Mas a sexualidade quando usada positivamente pode oferecer muito mais que momentos de prazer. Se torna o motivo pelo qual um homem se liga permanente a uma mulher, estando aberto a gerar filhos e educá-los.

“O caminho é reincorporar a sexualidade no contexto global da pessoa, pois mais que momentos de prazer é a satisfação da vida, a satisfação de ser pai, mãe, de ser casal. E a sexualidade tem tudo a ver com isso”, enfatiza.

Dom Petrini alerta que se a sexualidade não é entendida em relação a todos os outros aspectos da vida da pessoa, a sexualidade é distorcida e a pessoa procura apenas fragmentos de felicidade e não a felicidade por inteiro, uma felicidade que sustenta a sua vida.

O presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família abordará os deveres da família à luz da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, durante o 2º Congresso Nacional de Planejamento Familiar, que acontece em Brasília neste fim de semana e tem como tema "Construir a Família: por amor, com amor e para o amor".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Século XXI- Desafiando a Família
 SÉCULO XXI
DESAFIANDO A FAMÍLIA
Atualmente a família  tem sido posta em questão pelas profundas e rápidas transformações da sociedade. Nestes últimos tempos ela vem  sendo  submetida a uma série de novos desafios, sobretudo, pelas várias transformações legislativas e políticas em matéria de matrimônio, e em relação à vida.
Antes de tudo, a família, no sentido bíblico não é somente um dado sociológico; no sentido de conviver um com o outro, ou sentido econômico de proteção, embora, também envolva isso, mas a família é o lugar onde o homem aprende a crescer na sua integridade de pessoa humana.
Atualmente fala-se muito em família mesclada, família recriada, família ampliada, família reconstituída, e ainda as chamadas "Uniões de fato".
A família não é somente um lugar de crescimento pessoal, dos afetos, da transmissão da cultura entre as gerações, mas sim uma comunidade de amor, o lugar do direito e do princípio do cuidado, da solidariedade, partilha, amizade, companheirismo, respeito e unidade.
 Não obstante, em nossos tempos é possível constatarmos uma sociedade cada vez mais despersonificada, desumana e desumanizante. Observamos por exemplo: o crescimento da violência de forma assustadora, a miséria e a fome, as drogas, pornografia e tantas outras desordens que fere a essência da família.
Infelizmente em nossos tempos a família célula base da sociedade sujeito de direitos e deveres tanto do Estado como de qualquer outra comunidade, encontra-se muitas vezes como vítima da sociedade, da lentidão das suas intervenções e das suas patentes injustiças.
A família não é criação humana, nem do estado, nem da Igreja. É constituição ligada à natureza do homem e da mulher, para o bem e a felicidade pessoal, da sociedade.
Atualmente estamos presenciando uma sociedade cada vez mais secularizada,  consumista e utilitarista.
Cada dia que passa a sociedade corre o perigo de ser cada vez mais despersonalizada e massificada, e, portanto, com os resultados negativos de tantas formas de evasão que ameaçam e se opõem a instituição da família.
Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambigüidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos;as dificuldades concretas que a família muitas vezes experimenta na transmissão dos valores; o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais freqüente à esterilização.
O matrimônio de prova , até o pseudomatrimônio entre as pessoas do mesmo sexo, são ) expressões de uma liberdade anárquica que se apresenta erroneamente como libertação autêntica do homem"
O mundo moderno, lança uma série de novos desafios para a família. Alguns afirmam que vivemos numa sociedade pós-matrimonial. Os sistemas jurídicos de quase todos os países ocidentais já não apóiam o casamento e o divórcio se concede facilmente.
São muitas as dificuldades que a família enfrenta nos dias de hoje. Por exemplo:

·Dificuldades no trabalho;
·Dificuldades na área da educação;
·Dificuldades de moradia;
·Dificuldades nos meios de comunicação;
A família no mundo em tempos recentes, não contém mais a exclusividade da função educadora, mas a divide com a escola e como ambiente social. A Família perdeu também a característica de auto-suficiência econômica, bem como a função de definir essencialmente o status social de seus membros. Mesmo assim, mantêm importantes indeclináveis funções:
·Ser formadora de pessoas, orientando a consciência de seus membros sobre suas responsabilidades políticas e sociais, que podem exigir-lhe uma ação organizada para a transformação global da sociedade, esforçando-se em superar o sistema desumano e consumista;
·Transmitir valores fundamentais e educar seus membros a vivê-los integralmente.[
·Educar para a justiça e a liberdade, de modo especial
Pela conjuntura histórica que vivemos, globalização e pós-modernidade,  vemos várias transformações legislativas e política em matéria de matrimônio, família e em relação à vida, não obstante, mesmo diante desses desafios, a família representa uma esperança para a sociedade.
Conclui-se portanto, que a Família com seus inúmeros valores ainda é sobretudo o alicerce da sociedade, além de ser um dos tesouros mais importantes de toda a história da humanidade desde sua origem.
A família é uma instituição natural contendo valores que são perenes que jamais podem ser ofuscados, rechaçados, tolhidos ou desprezados. É de vital importância para sociedade. Nele, homem e mulher podem, devidamente, constituir uma família e gerar novos membros para a sociedade.
A família é a esperança do mundo, célula vital da sociedade e escola dos valores.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Cristão e a Politica


O cristão, enquanto vive como “forasteiro” nesta terra, precisa enquadrar-se nas leis que rege a nação e cumpri-las, com um bom patriota (2Sm 10.12; Sl 137.1; Is 66.10). Isto é bom diante dos homens e agradável a Deus.

Os Deveres Civis (Conjunto de normas reguladoras dos direitos e obrigações de ordem privada atinentes às pessoas, aos bens e às suas relações.) se aplicam a todos os cidadãos, independente de sua cor, religião ou situação financeira.  Encontra-se na Bíblia o Senhor determinando a seus servos a necessidade de serem bons cidadãos, cumpridores das normas instituídas pelos governos.

“Todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei...” Ed 7.26
“Observa o mandamento do rei...” Ec 8.2
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores...” Rm 13.1-7
“Se sujeitem aos que governam, às autoridades.” Tt 3.1,2
“Sujeitai-vos a toda instituição humana... quer seja o rei como soberano...”
1Pe 2.14,14
 Não há dúvida quanto à necessidade de vivermos em submissão aos nossos governantes e honrá-los com nossas atitudes; porém, freqüentemente depara-se com cristãos insatisfeitos com os governantes (vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidente) e sobre eles tecem comentários terríveis, desonrando-os com conversas e afirmações que em sua essência, são comuns aos homens naturais. Em lugar algum, encontra-se o Todo Poderoso permitindo que seus filhos se levantem contra as autoridades constituídas, pelo contrário, a ordenação é que deve-se honrá-los.

“Não amaldiçoarás o príncipe do teu povo.” Ex 22.28
“Não amaldiçoes o rei.” Ec 10.20
“A autoridade é ministro de Deus para teu bem... a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” Rm 13.4,7
“Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei.”
1Pe 2.17
 É bom servimos a Deus, mas, isto implica em sermos exemplos em todas as questões. Jamais se deve assemelhar aos homens deste mundo em seus costumes e praticas notoriamente contrárias aos princípios deixados pelo Rei dos reis aos seus súditos.
 Todo cidadão brasileiro é agraciado pela constituição federal com o Direito Político (O que tem por objeto as faculdades concedidas, e deveres impostos aos cidadãos, como, por  exemplo, votar, ser votado, exercer cargo público),  que concede a todos, igualdade para pleitear cargos eletivos, votar e ser votado.
É lamentável, mas, em anos eletivos, muitas igrejas se corrompem, perdendo de vista os seus objetivos primeiros: Servir a Deus! E deixa-se levar pela política, envolvendo-se e comprometendo-se vergonhosamente. Sãos pastores e líderes eclesiais que literalmente “vendem” o direito do cidadão por migalhas e chegam ao cumulo do absurdo de levar em muitos casos homens ímpios aos seus púlpitos, para que exponha suas plataformas de “governo” mentirosas e enganadoras, com fim apenas eleitoreiro. É uma louca inversão de valores.
O homem que vive segundo o coração de Deus, jamais deve aproveitar-se dos políticos e numa troca, receber qualquer beneficio pelo seu voto. Note que em todo ano eleitoral aparecem muitos com um belo discurso,  sempre dispostos a ajudar; são cestas básicas, tratamento de saúde, e outras ofertas pelo seu voto. O servo deve ser consciente o suficiente para não se vender.
É errado o Servo de Deus candidatar-se a cargos públicos?

Creio que não seja. Na Bíblia encontra-se vários servos que foram políticos e exerceram cargos públicos (Davi, Salomão, etc.). Mas, entendo que em tais situações a vontade “literal” de Deus deve vir em primeiro lugar. É preciso que o Senhor seja consultado e que seja ouvido!
 Político no Brasil está associado às pessoas que não agem de boa fé. É triste, vermos como tratam o dinheiro público, as muitas notícias de desvios e malversações de verbas, veiculadas na mídia são estarrecedora.  O homem que conhece a Deus deve ser diferente, pagar o preço de ser um político que saiba honrar o compromisso com o Salvador e viver em honestidade (Pv 11.11; 14.34 e 16.12).
A posição da igreja deve ser de total independência em relação aos políticos. Devem ser encarados como líderes políticos, jamais, como líderes da igreja do Senhor. É impossível que haja vitórias e o mover soberano do Espírito Santo numa igreja, na qual, a política está infiltrada.
Amados, a Igreja do Senhor, não necessita de esmolas dadas por políticos (concessão de TV, rádio; terrenos; doações financeiras, etc.); os meios, jamais justificam o fim. É inconcebível, a igreja ser beneficiadas, por homens que de uma forma não convencional adquirem recursos e os repassam.
Pastores, presbíteros, diáconos, povo de Deus!
Não se deixem envolver por homens, que visando votos, prometem maravilhas.
A igreja é o povo de Deus, e por Ele devem ser conduzidos.
Orem, busquem do Senhor a orientação para o voto certo; ouça a Sua voz, através de seus profetas e honrem a Sua vontade.
Não se corrompa com o ouro e a prata!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Fé e Politica A Igreja insiste na participação dos Fiéis

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Fé e Política

A Igreja insiste na participação dos fiéis

Os últimos Papas têm convocado os fiéis católicos para participar da política ativamente. Sabemos que a política correta é um meio forte de viver a caridade, pois visa ao bem comum, especialmente dos mais desamparados, doentes, pobres, desabrigados, sem escolas, entre outros. Na comemoração dos 150 anos de unidade da Itália o Papa Bento XVI fez um apelo para que os bispos incentivem os católicos a participar da vida pública. Disse: “A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”.

O Santo Padre pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana. Infelizmente criou-se entre nós católicos uma cultura perigosa de se afastar da política por ela ser exercida, muitas vezes, por corruptos e imorais. Ora, sabemos que há a boa política e também a politicagem; o político e o politiqueiro. Não podemos queimar a política por causa da politicagem, temos que afastá-los do poder por meio do voto. A Igreja insiste na participação dos fiéis na política, senão vejamos.

O Concílio Vaticano II declara na “Gaudium et Spes”:
"Lembrem-se, portanto, todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum. A Igreja considera digno de louvor e consideração o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da coisa pública a serviço dos homens e assumem os trabalhos deste cargo" (GS 75).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) insiste:
CIC §899 - "A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja".

CIC §2442 - "Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos. A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos. Terá sempre em vista o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a doutrina da Igreja. Cabe aos fiéis leigos "animar as realidades temporais com um zelo cristão e comportar-se como artesãos da paz e da justiça".

Noto que, por exemplo, nos Sites da internet, no Facebook e no Orkut muitos cristãos assumem com orgulho a identidade católica, mas desprezam a política, como se fosse apenas atividade dos maus. O povo precisa aprender a fazer política honesta; e para isso é preciso criar uma cultura sadia. É preciso ensinar o povo a não vender o voto por uma cesta básica, um emprego prometido, o agrado de um candidato, entre outros. Muitos, infelizmente, votam com a barriga ou com o coração, mas não com a consciência.

Esse é o problema do Brasil hoje. Os bons fogem da política e a deixam nas mãos dos maus, com exceções, é claro. Cada cristão está obrigado a esta tarefa.

Martin Luther King, aquele importante pastor negro americano que liderou a luta contra o racismo nos Estados Unidos da América, na década de 60, e que foi assassinado por isso, afirmava: “Não tenho medo dos maus, dos violentos, dos corruptos, só tenho medo do silêncio dos bons”.
Foto
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física

sábado, 23 de julho de 2011

Dom Odilo fala sobre imagem de Nossa Senhora na 'Cracolândia'


O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, falou sobre a polêmica imagens de Nossa Senhora colocada em um muro na região da “Cracolância”, no centro da cidade.
A imagem Virgem Maria foi colocada à frente de uma parede com fundo azul e as seguintes inscrições em dourado sobre ela: “Nossa Senhora do Crack”. Acima dela, havia uma luminária. A obra com a estrutura de gesso, presente nas igrejas católicas, foi feita por Zarella Neto e colocada na rua Apa, em Santa Cecília, na sexta-feira (22).
A obra do artista estava na fachada de uma casa abandonada até a manhã deste sábado (23), quando dependentes químicos revoltados com o uso da imagem a destruíram.
Dom Odilo relatou que se comoveu ao ver uma fotografia do local da imagem. “À frente da imagenzinha, duas pessoas agachadas na calçada, cabeça coberta, possivelmente drogadas, em atitude de oração. Ao lado, um cachorro, fazendo-lhes companhia...”, disse.
“Essa pessoa, talvez desesperada e tomada de angústia, sentido-se só e abandonada de todos, encontrou conforto e amparo na imagem da Mãe do Salvador, ‘Nossa Senhora do Crack’! Não é profanação. A Mãe de Jesus é também a mãe de todos os homens: "filho, eis tua mãe”, destacou o cardeal.
O arcebispo completou,  chamando a atenção para a dura realidade dos dependentes químicos. “Na perplexidade suscitada pela cena, nossa consciência é tocada. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São pessoas humanas, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles, e por nós também!”.
O artista plástico afirmou que sua intenção foi a de chamar a atenção das autoridades para o problema com as drogas na região. Para isso, ofereceu uma espécie de padroeira aos viciados que se concentram em frente ao local todos os dias para fumar cachimbos de crack.
(Com Informações do G1)