terça-feira, 31 de maio de 2011

Casamento Gay

CASAMENTO GAY É A DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA - DIZ A CNBB

Terça-feira, 10 de Maio de 2011 - 18:53:25

Um golpe contra a Família....


APARECIDA (SP) – Embora o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo não seja tema da 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos que participam do evento anual, que está sendo realizado em Aparecida (SP) e define as ações da Igreja Católica no Brasil, condenaram o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo. O arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, afirmou que a união entre homossexuais aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma “agressão frontal” à família, fato com o qual a Justiça estará “institucionalizando a destruição da família”.


- Criando essa norma, essa lei, estaremos institucionalizando a destruição da família. Se torna mais uma vez uma agressão frontal à família que nós sempre defendemos – disse o arcebispo de Maringá, que não concorda com o “matrimônio” entre gays: – Não podemos concordar que aí exista uma união matrimonial, porque não existe uma união sacramental entre duas pessoas do mesmo sexo.


Para o bispo de Nova Friburgo (RJ), dom Edney Gouvêa Mattoso, é preciso que haja discernimento entre o que é “união civil” e “casamento”, já que a Igreja Católica condena o casamento entre homossexuais, não a união civil.


- Uma coisa é união civil, outra é casamento. A Igreja se posiciona contrária a questão do casamento. O casamento, do ponto-de-vista religioso, é um sacramento e tem suas orientações próprias. Agora, o direito de duas pessoas de conviver e constituir um patrimônio, com direito a herança, penso que é consenso. Mas essa união não pode ser chamada de casamento – pregou o bispo.


Seria uma contradição, conforme o ponto-de-vista de dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, a Igreja defender a infelicidade das pessoas, mas a felicidade, conforme seus princípios, não deve ter como base uma família homossexual.



- A Igreja não deseja a infelicidade das pessoas. Isso seria uma contradição em si mesma. Ela busca, na fidelidade de Jesus, a salvação das pessoas, portanto a realização plena das pessoas. A Igreja, ao pensar assim, não está castigando ninguém, não está sendo proibitiva, leviana. Não, ele entende que o ser humano de fato se realizará na profundidade de sua relação na constituição de uma família a partir de um casal homem e mulher. Não homossexual.


Em tom didático, dom Joaquim Mol, que já foi professor da PUC-MG, observa que a discussão que acontece a partir da proposta de união gay em votação no STF deve servir para que a Igreja reforce suas convicções


- No Brasil nós deveremos dar o exemplo de reforçar nossa ação na criação de convicções das pessoas. Essas questões todas que tem sido discutidas ultimamente no Brasil, em outros países já foram discutidas, inclusive aprovadas. A Igreja não deseja ficar brigando apenas pela lei. Ela deseja uma lei muito boa e, se a lei contempla o que ele acredita, melhor ainda. Mas se isso não acontece, como já acontece em muitos países, e em algumas situações no Brasil, o que as Igreja precisa fazer é gerar convicções – defendeu o bispo mineiro.


Como exemplo, dom Joaquim Mol cita a hipótese de criação de uma lei que permitisse roubar que, mesmo aprovada, não teria a prática dos católicos convictos.
- Se essa lei for criada, que nós trabalhemos com a convicção tal que o cristão, seguidor de Jesus, diga assim: ‘Embora a lei me faculte isso, por convicção e porque sou seguidor de Jesus e seu evangelho, eu não vou.’ É a ação como resultado da convicção.


Mais comedido, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, observou que, assim como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a igreja católica no Rio quer garantir direitos civis a funcionários públicos, cidadãos que constroem um patrimônio em conjunto, a Igreja Católica quer preservar o direito de todos


- A CNBB, como toda a Igreja do Brasil e do mundo inteiro, quer preservar o direito de todos, quer o bem de todos, a dignidade de todos. No caso do Rio de Janeiro, o governador quer que as pessoas tenham direito a herança, uma coisa e outra. São questões financeiras, estão trabalhando juntos, construindo juntos, mas não é uma família. A Igreja sempre defendeu, defende e defenderá os direitos das pessoas, é contra qualquer exclusão – defendeu.


Dom Orani afirma que não há qualquer divergência dos católicos em relação a duas pessoas que constroem os seus bens em conjunto, mas em relação ao que se entendo como família.
- O que a Igreja coloca é que partimos de bases diferentes, a família. A família é uma entidade que vem do direito natural, não é uma decisão da maioria das pessoas. As pessoas tem o direito sim, de ter sua responsabilidade, sua dignidade. Somos favoráveis a isso. Mas não é pela maioria que se diz o que é família.

Familias desestruturadas

Famílias desestruturadas geram indivíduos desequilibrados




A socióloga Vera Araújo salienta que se a família desmorona as pessoas perdem suas referências
A família é a "célula mãe" das comunidades e apesar das crises e problemáticas atuais, é ainda esta formação familiar que agrega a maior parte dos cidadãos.

De acordo com a educadora Sílvia Gaspar, uma família bem estruturada é fundamental no que se refere à formação das crianças e jovens como futuros membros de uma sociedade.

"É na família que se vive e se assimila, para toda a vida, os valores fundamentais do homem e neste relacionamento estreito, com forte ligamento de afeto e cumplicidade é que, em geral, se baseia a conduta de cada um dos cidadãos, quer numa cidadezinha de interior ou numa metrópole”, enfatiza.

A socióloga Vera Araújo, docente da Universidade de Sophia, na Itália, ressalta que a família também é a primeira atingida pelo desequilíbrio social. Deste modo sua importância é fundamental e, através dela, que se inicia a renovação da sociedade que se deseja.

“Na família se gera a solidariedade e o amor. Na família há sexos diferentes, idades diferentes, capacidades diferentes, é um laboratório onde se vive o amor”, elucida a socióloga.

Tendo em vista assim a importância da entidade familiar, segundo a educadora, não é difícil entender que se uma família é bem estruturada pode gerar indivíduos equilibrados e atuantes positivamente em uma comunidade. O contrário também é válido.

“Os pontos mais comuns que prejudicam o convívio familiar e criam mecanismos problemáticos nas famílias são ligados, em geral, às dificuldades sérias encontradas na condução da educação dos filhos; condutas que favorecem um consumismo exacerbado; desatenção à intromissão sem critérios dos meios de comunicação de massa; desvalorização do aspecto da espiritualidade na formação humana”, destaca Sílvia Gaspar.

Dificuldades como estas, em famílias desestruturadas, na maior parte dos casos, gera indivíduos inseguros, carentes de valores, de afeto, prejudicados socialmente, sem força de atuação na própria vida e também no convívio social, explica a educadora.

“Atualmente vários estudos psicológicos comprovam que a relação pai, mãe, filho e irmãos é uma realidade tão profunda e intrínseca no ser humano que seu fracasso pode desencadear uma série de situações de desequilíbrio e sofrimento que vai do aspecto individual e psicológico, ao aspecto comunitário e social, até com patologias mais sérias”, salienta Silvia Gaspar.

Felizmente todo ser humano, bem como as entidades familiares, tem a capacidade de recomeçar e pode até se reestruturar com ajuda espiritual e médica. A educadora enfatiza que uma família com problemas pode, com a ajuda certa, reencontrar um caminho novo, reconstruindo assim a vida dos seus membros.

"Se a família desmorona, as pessoas não sabem onde aprender a amar, pois o próprio amor se aprende, não é algo emocional, ele é vivido de forma concreta. O amor de uma mãe, por exemplo, é concreto e o filho sabe que é concreto, pois a mãe cuida dele e se sacrifica por ele”, reforça a socióloga Vera Araújo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Quaresma tempo de Preparação

A Quaresma tem a função de iniciar o caminho para a Páscoa. Sua missão é uma preparação que já antecipa e faz saborear os bens pascais. Começamos uma estrada de quarenta dias, um tempo da graça de Deus.

A primeira tentação de Jesus no deserto é a prova da fome, que recorda a fome do povo hebreu no deserto (Ex 16).
Um povo que murmura contra Deus. É a tentação da riqueza, da busca exclusiva ou excessiva dos bens materiais. O Senhor sai vencedor da provação, pois Ele não vive somente de pão, mas também da Palavra de Deus.
Depois vem a tentação do prodígio, querer transformar o poder de Deus em magia, colocando-o a serviço dos próprios interesses. Isto quer dizer pôr Deus à prova, tentar a Deus!
O povo no deserto também pediu prodígios, mas Jesus, em seu deserto, resiste à tentação!
Sua confiança no Pai é total (Dt 6,14-16). A provação continua quando Jesus é tentado a adorar um ídolo. Há muito tempo, outros adoraram um bezerro de ouro e agora Jesus se recusa heroicamente a prostrar-se diante de Satanás.

Ser fiel à nossa condição humana, sem mur murar contra o Senhor! É uma aventura maravilhosa a ser percorrida com a graça de Deus, que nos acompanha. Alguém nos toma pela mão, conduzindo nos ao porto seguro. Durante esta semana, é hora de passear pelos recantos de sua história, sem medo de enxergar muitos pontos escuros, deixando agora que a Palavra de Deus a ilumine. Converse com o Senhor sobre suas lutas mais frequentes e busque fontes de discernimento para crescer. Há quanto tempo você não confronta sua vida com a graça de Deus no Sacramento da Penitência? Já aproveitou alguma ocasião para conversar com uma pessoa mais firme na fé que possa ajudar? A semana de Retiro Popular começa na Missa Dominical, que será preparada com a leitura dos textos da Liturgia:
Na primeira semana da Quaresma, escolha um dia para fazer, de acordo com suas condições pessoais, o exercício do jejum ou um gesto de penitência ligado ao que você tem em alimento. Não se trata de negar o valor dos alimentos, mas escolher o que mais lhe convém para o crescimento da vida cristã. É bom dar aos pobres o correspondente à sua renúncia. Pode ser com a doação de uma cesta ou alguns mantimentos a quem necessita.


Roteiro diário

Oração: Reze esta oração, composta pelo papa Paulo VI. Pouco a pouco, você saberá repeti-la com calma e ser acompanhado por ela muitas vezes durante o ano.

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém.

Leitura orante da Palavra de Deus: Leia o texto indicado para cada dia, escolhendo o Evangelho do dia ou uma das leituras indicadas pela Igreja.

Gestos penitenciais: Três práticas acompanham nossa Quaresma: a oração, a penitência ou jejum e a caridade. Acolha nossas propostas e exercite a criatividade, descobrindo e atualizando estas práticas em sua vida diária.

Dia 13 de março, primeiro domingo da Quaresma
“Piedade, ó Senhor, tende piedade, pois pecamos contra vós”.
Gn 2,7-9;3,1-7
Sl 50 (51),3-4.5-6a.12-13.14.17 (R/. cf. 3a)
Rm 5,12-19
Mt 4,1-11

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ECA Completa 20 anos e não é Cumprido

Legislação

ECA completa 20 anos e não é cumprido, dizem especialistas





O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 20 anos em 2010 com o status de ser uma das legislações mais avançadas do mundo na área. Porém, mesmo passado tanto tempo, especialistas alertam que ele ainda não é cumprido.
A gerente executiva da Fundação Abrinq, Denise Cesario, explicou que o ECA propõe uma ação articulada entre todos os setores da sociedade para garantir que as políticas de proteção sejam desenvolvidas e implementadas.
“O ECA é tão complexo que, mesmo após 20 anos, sentimos que existe uma necessidade de maior conhecimento da lei. Esse modelo de legislação precisa ser conhecido profundamente para que seja legitimado. A sociedade brasileira, além das instituições que compõem o sistema de proteção, também precisa entender o que essa legislação significa”, disse.
O presidente da Comissão de Direitos Infantojuvenis da OAB de São Paulo, Ricardo Cabezon, afirma que as maiores resistências ao cumprimento da lei seriam dos órgãos públicos que atuam na área infantojuvenil, como a própria polícia, a Justiça, os conselhos tutelares e as organizações não governamentais.
“O ECA é muito bom, mas seria melhor ainda se fosse cumprido. A malha protetiva, por não ter profissionais que dominem o conhecimento da matéria, acaba fazendo com que os direitos não sejam observados e a norma não seja efetivamente aplicada”, afirmou.
Denise alega que falta investimento do estado nos órgãos responsáveis pelo atendimento a crianças e adolescentes. Sobre os conselhos tutelares, por exemplo, eles não existem em todos os municípios do país e não há um investimento na estrutura física e na formação de pessoal.
Os conselhos municipais de direito da criança e do adolescente, que são os responsáveis pela formulação das políticas voltadas à criança e ao adolescente, também não recebem investimentos efetivos para ter funcionamento adequado.
Mesmo os juízes que atendem nas Varas da Infância e Juventude, muitas vezes acumulam trabalho em outras áreas e não se dedicam integralmente a aprofundar a prática nos casos ligados ao ECA. “Nós precisamos é de investimentos orçamentários para que esse sistema funcione efetivamente e que a sociedade brasileira compreenda quais os paradigmas que traz o ECA”, disse Denise.
Já o vice-coordenador institucional da Associação de Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares do Maranhão (ACECTMA), Raimundo Rodrigues da Silva, afirma que em muitas cidades falta o atendimento especializado ao jovem, que está previsto no estatuto. “Há um despreparo do sistema de garantia de direitos para atender os jovens em conflito com a lei. Falta o estatuto ser aplicado em sua plenitude dentro desse sistema e falta o sistema trabalhar de forma organizada e articulada para o suporte desses adolescentes.”
Pontos questionáveis
O único a citar pontos questionáveis no ECA é o presidente da Comissão de Direitos Infantojuvenis, Ricardo Cabezon. Ele ressalta que é uma legislação de ponta e atualizada, porque possui princípios em aberto que podem ser usados pelos juízes na aplicação das medidas, mas afirma que há alguns itens de termos interpretativos que poderiam ser mais bem resolvidos.
“Cabe um debate sobre adequação da medida socioeducativa à gravidade do ato infracional praticado. Por exemplo, a aplicabilidade da medida em casos graves demandaria talvez um prazo maior do que três anos para vermos os efeitos da internação no indivíduo e acompanharmos melhor essa pessoa”, disse.
Já Silva, em relação a medidas socioeducativas, afirma que os jovens que cometem atos infracionais muitas vezes deixam de ser punidos até que cometem algo grave e acabam internados.
“Muitos adolescentes, quando são detidos e levados para a delegacia, encontram delegados despreparados e que não fazem os procedimentos, então são liberados. Somente chegam ao Judiciário os casos mais graves, para que sejam aplicadas as internações, que são as medidas mais duras previstas pelo ECA. Se o sistema funcionasse de fato, os adolescentes poderiam pegar medidas mais leves e realmente educativas, como prestação de serviço à comunidade, reparação do dano e liberdade assistida”, afirmou.
Para Silva, a internação nem sempre acontece em uma unidade adequada para atendimento dos jovens e pode não ter os profissionais adequados. “Em vez de a internação prepará-lo para voltar ao convívio da sociedade, será mais um espaço de fazê-lo mais violento quando sair de lá”, disse.
Sociedade
Para Cabezon, a população ainda não tem a cultura do cumprimento da lei relacionada à criança e ao adolescente. “Ao falarmos em ECA, as pessoas pensam em um sistema extremamente protetor, que banaliza a relação entre pais e filhos, mas isso não é verdade. Nos pontos que a constituição fala que a questão é da família, da sociedade e do estado, ou seja, de todos, ela acaba sendo de ninguém. Ninguém enfrenta a situação. As pessoas estão desacostumadas a olhar para a criança e adolescente como um sujeito de direitos”, disse.
Denise concorda que o senso comum ainda tem resquícios de uma cultura do passado, de antes da implementação do  ECA. “Quando se diz que a criança não pode trabalhar, a pessoa responde que trabalhou e é uma pessoa de bem. Isso funcionou bem em um momento onde não existia uma legislação especifica que garantisse o direito dessa criança e que permitia a atividade laboral, mas já não serve mais hoje em dia. É necessário mudar a compreensão da legislação, que é muito avançada e objeto de estudo de muitas nações, e fazer investimentos para que esse sistema de garantias consiga ser efetivado”, disse.
Prevenção
No entanto, os especialistas ressaltam que não adianta simplesmente fazer a legislação ser cumprida, se não existir políticas preventivas ao ato infracional e que ofereçam suporte aos menores, como acesso a escola e a emprego.
“Não adianta ter um sistema punitivo ou que, eventualmente, venha a respaldar o direito de uma criança e um adolescente, se na prática ocorre o contrário. Não basta trabalhar a repressão, precisa trabalhar também a prevenção, pois quando o jovem sai, encontra o mesmo contexto, revê o traficante para quem ele está devendo dinheiro, as pessoas com que ele estava envolvido e volta, se não igual, pior”, afirmou Cabezon.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Relação sexual pré-matrimonial


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Relação sexual pré-matrimonial

Vários são os fatores que servem de estímulo para os casais

É um grande desafio para a juventude viver a castidade até o matrimônio, a chamada "castidade da juventude". Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a castidade "significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal". É uma vivência que, aliada à ordenação dos desejos, torna-nos sempre mais semelhantes a Cristo, conduzindo-nos a uma busca pela santidade de maneira responsável.

Entretanto, a castidade é um grande desafio para os casais de noivos no tempo que antecede o matrimônio, pois vários são os fatores que servem de estímulo à prática da relação sexual antes do casamento em uma sociedade supererotizada.

Nesse contexto, no qual o jovem vive a sua sexualidade, eles são incentivados a todo o momento, e por diversos meios, à busca pelo prazer a qualquer preço, resultando na prática de relações sexuais pré-matrimoniais, também conhecida como fornicação.

Há os que buscam o sexo por "aventura" ou uma relação sexual "ocasional", tipo de envolvimento que ocorre quando o jovem, na busca pelo prazer, numa simples experiência pessoal e prazerosa, faz da outra pessoa um objeto de satisfação momentânea. Trata-se daqueles encontros que, de modo geral, acontecem em bailes, festas, na rua ou mesmo em casas de prostituição.

Existe também a relação sexual entre namorados que ocorre quando o casal inicia um relacionamento heterossexual com algumas características singulares (conhecimento mútuo, amizade, respeito, carinho), mas, apesar disso, se encontram em um estágio de superficialidade, pois desconhecem a linguagem do amor. Como nos casos citados anteriormente, mesmo entre namorados trata-se de um modo de satisfação momentânea, uma busca irresponsável pelo prazer, pois ainda não existe um compromisso amadurecido.

Outra forma de praticar o ato sexual que vai totalmente contra os preceitos da Igreja está presente na relação sexual "extramatrimonial": o adultério.

A relação sexual vivida em um amor autêntico é entrega pessoal total e definitiva, por isso precisa estar acompanhada do compromisso definitivo selado diante de Deus e da comunidade.

Qualquer que seja o propósito dos que se envolvem em relações sexuais prematuras, ainda que realizadas com sinceridade e fidelidade, por si só, não é o meio mais adequado para garantir a relação interpessoal verdadeiramente honesta entre um homem e uma mulher e para protegê-los contra os devaneios, as fantasias e os caprichos das paixões. Portanto, a Igreja convida os noivos a viver a castidade na continência. "Nessa provação, eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus" (CIC 56).

Torna-se cada dia mais necessário e urgente que as famílias cristãs católicas deem testemunho de respeito, de fidelidade, de amor, de carinho e do verdadeiro valor do matrimônio e da família. Assim, serão exemplos de um amor verdadeiro e honesto.


(Trecho do livro: "Sexualidade, o que os jovens sabem e pensam").

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vida e Familia Estado deve Proteger

Estado deve proteger vida e família, diz Papa

Nicole Melhado
Da Redação, com Rádio Vaticano (Tradução equipe CN Notícias)


Reuters
Papa celebra missa na Catedral dedicada à Sagrada Família em Barcelona
A Basílica da Sagrada Família de Barcelona, que iniciou sua construção há 128 anos, hoje “mostra ao mundo o amor, o trabalho  e o serviço vivido diante de Deus, assim como se via na Sagrada Família de Nazaré”, afirmou o Papa Bento XVI durante sua homilia deste domingo, 6.

A igreja projetada pelo grande gênio catalão, o arquiteto Antoni Gaudì, ainda hoje está em construção, sob responsabilidade do arquiteto Jordi Bonet.

Acesse
.: Homilia na íntegra

.: Programa da viagem de Bento XVI à Espanha

Falando das promessas sociais alcançadas no mundo contemporâneo, o Papa disse que não é possível se contentar.

“Devem estar sempre presentes os progressos morais, com atenção, proteção e ajuda à família, pois o amor generoso e indissolúvel de um homem e uma mulher é o quadro efetivo e fundamental da vida humana na sua gestação, no seu nascimento, no seu crescimento e no seu término natural”, ressaltou.

Por isso, a Igreja, destacou Bento XVI, invoca adequadas medicas econômicas e sociais afim que a mulher possa encontrar a sua plena realização na casa e no trabalho.

“Para que o homem e a mulher que se unem em matrimônio e formam uma família sejam definitivamente sustentados pelo Estado, afim que de defenda como sagrada e inviolável a vida dos filhos, desde o momento da concepção, de modo que o nascimento seja desejado, valorizado e sustentado sob o plano jurídico, social e legislativo”, enfatizou.
O Santo Padre ressaltou ainda que a Igreja se opõe a qualquer forma de negação da vida humana e sustenta aquilo que promove a ordem natural no âmbito da instituição da família.

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS

Terça-feira, 09 de novembro de 2010, 08h45

Pastoral do Menor lança campanha em prol de medidas socioeducativas


CNBB


A Pastoral do Menor (Pamen) lançou nesta segunda-feira, 8, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Campanha em Favor das Medidas Socioeducativas cujo objetivo é sensibilizar a sociedade a lançar “um olhar diferente para crianças e adolescentes autoras de atos infracionais”, conforme explicou a coordenadora nacional da Pamen, Marilene Cruz.

Além da campanha, a Pastoral lançou as cartilhas “Prá Pagar de Boa” e “Liberdade Assistida – Um projeto em construção”, que traz o trabalho de Liberdade Assistida feito pela Pastoral do Menor de 2002 a 2007.

O principal foco da campanha é programar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) que pretende ajudar adolescentes infratores (pessoas que têm entre 12 e 18 anos de idade) a terem uma segunda chance de reconstruírem suas vidas. A campanha também prevê a aplicação da liberdade assistida para adolescentes autores de atos infracionais. Trata-se de uma das seis medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que responsabiliza o adolescente que cometeu delito sem o afastar do lar, da escola e do trabalho. Neste caso, o adolescente fica sob a supervisão de um orientador.

“Dê oportunidade – Medidas Socioeducativas responsabilizam, mudam vidas”. Este é o tema da campanha, que foi explorado pelo jovem David Freitas da Silva, símbolo da Campanha. Beneficiado pela Liberdade Assistida logo depois que deixou o sistema de internação no município de Serra (ES), David, hoje com 23 anos,  deu seu testemunho. afirmando que o projeto de Liberdade Assistida é válido e muda vidas. “As Medidas Socioeducativas dão certo porque são feitas por profissionais competentes que têm amor pelo que fazem. Eu participei e fui recuperado. É um projeto que traz confiança ao jovem e por isso tem o poder de resgatá-lo”, declarou, emocionado, David. O jovem atua na Pastoral do Menor como multiplicador dando testemunho do trabalho feito em sua vida.

A representante do Conselho Nacional Criança e Adolescente (Conanda) ,Mirian Maria José dos Santos, disse que o sistema de internação de adolescentes brasileiro é “semelhante aos campos de concentração nazistas” e por isso “não ressocializam jovens”. Ela frisou que, no atual sistema, impera a violência. “Os jovens que passam por internação saem iguais ou piores do que entraram porque não há uma política que trabalhe para eles reconstruírem suas vidas em liberdade. Lá dentro só há violência”.

O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, parabenizou o trabalho da Pastoral do Menor e das entidades parceiras na Campanha e assegurou que o melhor remédio para o adolescente infrator é uma segunda chance.

“É fundamental mostrar que é possível acreditar na criança e no adolescente mesmo quando eles estejam envolvidos em algum tipo de infração. É muito importante para a sociedade acreditar na pessoa humana, pois não existe, no projeto de Deus, uma pessoa que seja irrecuperável; pelo contrário, a experiência tem mostrado que nossos irmãos adolescentes, quando recebem carinho e afeto e têm uma segunda chance, eles com certeza podem descobrir o seu protagonismo e se tornarem pessoas renovadas na construção da sociedade”, sublinhou.

Da mesma forma, o bispo de Paracatu (MG) e responsável pela Pastoral do Menor, Dom Leonardo de Miranda Pereira, que desenvolve o trabalho com as medidas socioeducativas desde março de 2006, em sua diocese, garantiu que o rebaixamento da idade penal para 16 anos não é a melhor forma de combater o problema.

“A redução da maioridade penal jamais vai acabar com atos infracionais. Só tem como acabar com as infrações cometidas por menores se o sistema ir a fundo e descobrir a fonte que leva ao erro: o crime organizado, aliciadores de menores etc. O mais assertivo e efetivo é enfrentar o caminho das pedras e não o caminho fácil da redução da idade penal”, defendeu o bispo.